Ensolaramentos, engasgos e afins

Só por causa da guriazinha… :}

Beneath the stains of time, the feelings dissapear. You are someone else, I am still right here…


flores e feras

filosofiasdequinta:

faces de flores
com feras aprisionadas
dentro de seres,
no último despetalar
talvez mostrem
o que há nas entranhas.

feras estranhas
vagando nos subúrbios
junto com o caos
urbano e vivido
têm brotadas em si
pequenas flores.

flores, feras,
temos em nós todas elas.
com faces de flores
aprisionando feras,
com faces de feras
escondendo flores.
flores e feras,
somos todas elas. 

vanessa carvalho 

pequeno poema de uma distância

filosofiasdequinta:

ahora 
entre nosotros 
nuestros ojos tienen 
una distancia de galaxias.

Mas é realmente difícil essa coisa de ligar e dizer “olha, hoje eu não ando bem, me ajuda?”.

Camila Costa.     (via 509-km)

O que faremos quando nossa história estiver estampada nos jornais? Como diremos que não é amor? Como disfarçarei a minha emoção ao ver-te passar e meus olhos inundados de alegria ao te ver sorrir?
O que você fará com as suas mãos longe dos anéis dos meus cabelos? Onde estarão seus braços longe da minha cintura? Seus pés estarão tão perdidos quanto os meus longe daquele enrosco matinal.
Eles não acreditariam, baby, e descobririam que era amor e nos condenariam por amar assim. Eles não acreditam baby, eles não acreditam que podemos, ainda hoje, sentir assim. Apesar de.
Não vamos sair, não nos mostremos ao mundo, escondamos aqui nossas histórias virtuosas de amantes clandestinos, esperando o fim. Porque eles não acreditariam, baby.

Silvia Maria

Que faremos destes jornais, com telegramas, notícias,
anúncios,fotografias,opiniões…?

Caem as folhas secas sobre os longos relatos de guerra:
e o sol empalidece suas letras infinitas.

Que faremos destes jornais, longe do mundo e dos homens?
Este recado de loucura perde o sentido entre a terra e o céu.

De dia, lemos na flor que nasce e na abelha que voa;
de noite, nas grandes estrelas, e no aroma do campo serenado.

Aqui, toda a vizinhança proclama convicta:
“Os jornais servem para fazer embrulhos.”

E é uma das raras vezes em que todos estão de acordo.

Cecília Meireles (via trechosdaliteratura)

Sono sobre a chuva
que, entre o céu e a terra,
tece a noite fina.

Tece-a com desenhos
de amigos que falam,
de ruas que voam,
de amor que se inclina,

de livros que se abrem,
de face incompleta
que, inerme, deplora
com palavras mudas
e não raciocina…

Sobre a chuva, o sono:
tão leve, que mira
todas as imagens
e ouve, ao mesmo tempo,
longa, paralela,
a canção divina

dos fios imensos
que, nos teares de água,
entre o céu e a terra,
o tempo separa
e a noite combina.

Cecília Meireles (via trechosdaliteratura)

A raça humana exagera
em tudo: seus heróis, seus inimigos, sua importância.

Bukowski, O mundo sem mim

Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.

Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
Reserve-se todo para
as bodas que ninguém sabe
quando virão,
se é que virão.

O amor, Carlos, você telúrico,
a noite passou em você,
e os recalques se sublimando,
lá dentro um barulho inefável,
rezas,
vitrolas,
santos que se persignam,
anúncios do melhor sabão,
barulho que ninguém sabe
de quê, pra quê.

Entretanto você caminha
melancólico e vertical.
Você é a palmeira, você é o grito
que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam.
O amor no escuro, não, no claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos,
mas não diga nada a ninguém,
ninguém sabe nem saberá.

Drummond  (via flores-e-haicais)

Sabe, serei seu lar se quiser. Sem pressa, do jeito que tem que ser.

Pitty.   (via inetragavel)

Quero fugir daqui, sumir dessas coisas que causam caos dentro de mim, desaparecer antes que os sonhos bobos se pendurem, dando cambalhotas dentro da minha cabeça, antes que tudo que eu veja seja [não] amor.
Tantas vezes acreditei e dei o braço a torcer e fui quebrada, despetalada, esquecida e abandonada por pura displicência, era prazer em ser mal que se via, hoje eu sei.
Quantas vezes esperei que se arrependesse, que houvesse um olhar de misericórdia para o meu lado, mas a única coisa que apareceu, todas as vezes, foi um arrependimento em mim daquilo que não fui eu quem fez.
Hoje eu sei que não devo arrepender-me ou pedir desculpas pela dor que não foi causada por mim.
Por isso a pressa, agora que as cicatrizes secaram e me lembram os motivos de existirem e me fizeram cética e dolorida e forte, não posso arriscar, não dou mais saltos em abismos a não ser que seja por mim, para alcançar minha própria profundidade.

Silvia Maria

Ar livre

A menina translúcida passa.
Vê-se a luz do sol dentro dos seus dedos.
Brilha em sua narina o coral do dia.

Leva o arco-íris em cada fio de cabelo.
Em sua pele, madrepérolas hesitantes
pintam leves alvoradas de neblina.

Evaporam-se-lhe os vestidos na paisagem.
É apenas o vento que vai levando seu corpo pelas alamedas.
A cada passo, uma flor, a cada movimento, um pássaro.

E quando pára na ponte, as águas todas vão correndo,
em verdes lágrimas para dentro dos seus olhos.

Cécilia Meireles

pequenaborboletaazul:

Dia do índio no Brasil, esses sorrisos devem ser respeitados todos os dias.Silvia Maria

pequenaborboletaazul:

Dia do índio no Brasil, esses sorrisos devem ser respeitados todos os dias.

Silvia Maria

E não precisa vir se não for pra ficar pelo menos uma noite e três semanas.

Legião Urbana

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